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Como a Allianz pensa os fundos do Allianz Investimento: conversa com Luís Grosso

Como a Allianz pensa os fundos do Allianz Investimento conversa com Luís Grosso

Allianz Investimento: como são escolhidos os fundos por detrás de um Unit Linked em Portugal

 

Conversámos com Luís Grosso, responsável pela área de investimentos da Allianz em Portugal, sobre seleção de fundos, perfis de risco, longo prazo e o papel dos produtos de investimento com base em seguros.

 

Num contexto em que cada vez mais clientes em Portugal procuram soluções de poupança, investimento e planeamento financeiro com acompanhamento profissional, a C1 Broker tem vindo a reforçar a sua atuação na área dos produtos financeiros comercializados por companhias de seguros.

Estes produtos devem ser corretamente enquadrados. No caso do Allianz Investimento, falamos de um produto de investimento com base em seguros — juridicamente um seguro de vida ligado a fundos de investimento, habitualmente designado por Unit Linked ou ULIP. Isto significa que, embora tenha uma dimensão financeira e esteja exposto à evolução dos mercados, o produto tem natureza jurídica seguradora e está inserido no quadro regulatório aplicável ao setor segurador em Portugal.

A Allianz Portugal, enquanto entidade seguradora, é supervisionada pela ASFAutoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões — e o Allianz Investimento é um produto sem garantia de capital, cuja rentabilidade depende da evolução dos fundos subjacentes. O capital investido é convertido em unidades de participação e o seu valor pode subir ou descer em função do comportamento dos mercados financeiros.

Este enquadramento é importante porque permite distinguir estes produtos de outros instrumentos financeiros mais diretamente associados à banca, corretoras de valores mobiliários ou plataformas de investimento. No caso dos Unit Linked, existe uma estrutura contratual de seguro de vida, mas o retorno financeiro depende da evolução dos fundos escolhidos. Por isso, antes da subscrição, é essencial compreender o funcionamento do produto, os riscos, os custos, o horizonte temporal recomendado, as condições de resgate e a adequação ao perfil de risco do cliente.

Enquanto corretora de seguros, a C1 Broker comercializa soluções financeiras para clientes particulares e empresas em Portugal, trabalhando com seguradoras nacionais e internacionais e procurando enquadrar cada produto no perfil, nos objetivos e na tolerância ao risco de cada cliente. O nosso papel não é apenas apresentar produtos: é ajudar o cliente a compreender as alternativas disponíveis, avaliar os riscos envolvidos e tomar decisões mais informadas sobre o seu património.

Nos últimos anos, temos sentido que os clientes estão cada vez mais atentos a este tipo de soluções. Muitos procuram alternativas ao dinheiro parado no banco, querem proteger o seu capital da perda de valor provocada pela inflação e desejam construir uma estratégia de médio e longo prazo. Ao mesmo tempo, querem fazê-lo com segurança, transparência e acompanhamento profissional.

É neste contexto que o Allianz Investimento tem vindo a assumir um papel relevante na oferta financeira ligada ao setor segurador. Para compreender melhor a lógica por detrás da seleção dos fundos, a evolução do produto e a forma como a Allianz olha para os mercados, conversámos com Luís Grosso, CIO – Chief Investment Officer da Allianz Portugal – responsável pela área de investimentos da Allianz em terras lusas.

A conversa permitiu perceber não apenas a estrutura do Allianz Investimento, mas também o racional técnico que sustenta a oferta: simplicidade, adequação ao perfil de risco do cliente, consistência de longo prazo e monitorização rigorosa da performance dos fundos.

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Nota de enquadramento

O Allianz Investimento é um produto de investimento com base em seguros, sob a forma de seguro de vida Unit Linked / ULIP, ligado a fundos de investimento. Não se trata de um depósito bancário nem de um produto com garantia de capital.

A Allianz Portugal é uma empresa seguradora sujeita à supervisão da ASF — Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. A rentabilidade do produto depende da evolução dos fundos subjacentes, podendo o valor do investimento subir ou descer. O risco financeiro recai sobre o Tomador do Seguro, nos termos da documentação contratual e pré-contratual aplicável.

A informação apresentada neste artigo tem caráter informativo e editorial. Não constitui recomendação personalizada de investimento. Antes de subscrever qualquer produto, o cliente deve analisar o Documento de Informação Fundamental, a Nota de Informação Prévia, as condições contratuais, os custos, os riscos, as condições de resgate, a fiscalidade aplicável e a adequação do produto ao seu perfil de risco.

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Um percurso construído entre auditoria, seguros e investimentos

Luís Grosso iniciou o seu percurso profissional na área da auditoria, depois da licenciatura e mestrado em Economia. Entrou na Ernst & Young, uma das chamadas Big Four, onde trabalhou sobretudo com clientes do setor segurador.

Esse contacto com seguradoras acabou por ser determinante para o seu percurso posterior. A auditoria deu-lhe uma visão técnica sobre demonstrações financeiras, controlo, evidência documental e validação contabilística. No entanto, como explica, essa função acabava por estar mais afastada da realidade comercial das empresas: vendas, apresentação de resultados, evolução do negócio e gestão operacional do dia a dia.

Foi essa vontade de estar mais próximo da realidade empresarial que o levou para o setor segurador. Trabalhou na Generali durante cerca de dois anos na área de planeamento e controlo, sempre dentro da área financeira, antes de receber o convite para se juntar à Allianz.

A entrada na Allianz coincidiu com um momento particularmente relevante para o setor: a implementação das normas IFRS 17 e IFRS 9. A IFRS 17 veio alterar profundamente a forma como as seguradoras contabilizam os seus passivos de seguros, enquanto a IFRS 9 se aplica à contabilização dos ativos financeiros. Tratou-se de um projeto de grande dimensão, transversal e tecnicamente exigente, que Luís Grosso veio gerir em Portugal.

Depois de três anos dedicado a esse projeto, surgiu uma nova etapa: a criação de uma área de investimentos dedicada localmente ao mercado português.

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A criação de uma área de investimentos em Portugal

Até então, a área de investimentos funcionava numa lógica ibérica, com responsabilidades partilhadas entre Portugal e Espanha. A Allianz decidiu, entretanto, criar uma estrutura 100% dedicada ao mercado português — não no sentido da nacionalidade das pessoas, mas no sentido de ter uma equipa focada especificamente na realidade, nas necessidades e na carteira da companhia em Portugal.

Luís Grosso recebeu então o convite para liderar essa área. O desafio inicial foi montar praticamente tudo de raiz. Até esse momento, a Allianz Portugal não fazia localmente várias das funções que hoje fazem parte da atividade da equipa: transações para a carteira, análise de mercados, research, decisões de investimento e gestão integrada entre ativos e passivos.

A primeira fase foi, por isso, muito semelhante a um projeto de implementação. Foi necessário trazer competências, processos e responsabilidades de Espanha para Portugal, criar a equipa e desenvolver internamente a capacidade de análise e decisão.

Atualmente, a área de investimentos da Allianz em Portugal conta com cinco pessoas e gere cerca de 1,2 mil milhões de euros de ativos sob gestão. Entre as suas funções estão a realização de transações para a carteira da companhia, a gestão de ALM — Asset-Liability Management — e a análise dos fundos que integram a oferta do Allianz Investimento.

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O papel da equipa de investimentos no Allianz Investimento

O Allianz Investimento é o produto de investimento da Allianz associado a fundos. A equipa de investimentos tem um papel central na análise e seleção dos fundos que fazem parte da oferta disponível aos clientes.

Luís Grosso sublinha, no entanto, que a escolha dos fundos não é uma decisão individual. É uma decisão de equipa. A área de investimentos é composta por cinco pessoas e as decisões são tomadas com base na análise da performance, do perfil de risco, da função de cada fundo dentro da oferta e da sua adequação às necessidades dos clientes.

O produto Allianz Investimento Portugal foi lançado em 2019. A proposta inicial arrancou com seis fundos, alguns dos quais se mantêm ainda hoje, enquanto outros foram entretanto substituídos.

Essa substituição faz parte da gestão natural da oferta. À medida que os fundos evoluem, que a performance muda ou que a equipa identifica alternativas mais adequadas, a oferta pode ser ajustada. No entanto, essa gestão não é feita de forma reativa ou especulativa. A lógica é estrutural e de longo prazo.

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Uma oferta simples, mas capaz de responder a vários perfis de risco

Uma das ideias centrais defendidas por Luís Grosso é que o Allianz Investimento não deve ter uma oferta excessivamente complexa. A Allianz procura evitar uma lista demasiado extensa de fundos, porque isso poderia dificultar a compreensão do produto.

A simplicidade da oferta não significa falta de sofisticação. Significa antes organização. O objetivo é disponibilizar um conjunto curto, claro e tecnicamente robusto de fundos, capaz de responder a diferentes perfis de risco.

A lógica da oferta percorre um espectro que vai do perfil mais conservador ao perfil mais agressivo. No extremo mais conservador estão fundos com exposição maioritária ou total a obrigações. À medida que o perfil de risco aumenta, cresce também a exposição a ações.

Dentro desta arquitetura surgem os fundos Dynamic Multi-Asset Strategy da Allianz Global Investors, também conhecidos como DIMAS. Estes fundos permitem uma progressão gradual de risco: desde estratégias com menor exposição a ações, como o DIMAS 15, até soluções com maior exposição acionista, como o DIMAS 75.

Esta família de fundos multiativos mantém-se na oferta desde a origem do produto, precisamente porque, segundo Luís Grosso, tem demonstrado qualidade, consistência e capacidade de responder a diferentes perfis de clientes.

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A lógica dos fundos mais agressivos

No perfil mais agressivo, a Allianz decidiu criar uma diferenciação adicional. Aqui entram fundos com exposição total a ações, incluindo ações globais, ações norte-americanas e ações europeias.

Esta decisão reflete também a forma como muitos investidores olham hoje para os mercados. Existe uma narrativa muito forte em torno do mercado norte-americano e, em particular, do S&P 500. Muitos investidores conhecem a ideia de que, historicamente, o investimento em índices norte-americanos gerou retornos médios atrativos no longo prazo, embora isso não represente qualquer garantia de rentabilidade futura.

Perante essa realidade, a Allianz entendeu que fazia sentido incluir na oferta um fundo de ações norte-americanas: o US Equity da J.P. Morgan.

Mas a equipa quis também criar uma alternativa geográfica. Num contexto em que se discute cada vez mais a necessidade de a Europa reforçar a sua autonomia estratégica e em que alguns investidores procuram maior exposição ao mercado europeu, foi incluído também um fundo dedicado a ações europeias: o Europe Equity da J.P. Morgan.

Segundo Luís Grosso, desde a sua entrada, o fundo europeu apresentou uma performance superior à do fundo norte-americano. Um dos fatores que afetou o fundo dos Estados Unidos foi o risco cambial, uma vez que a exposição a ativos denominados em dólares pode sofrer impacto negativo quando há conversão para euros.

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A substituição de fundos e o caso Best Styles

A equipa de investimentos também substituiu alguns fundos ao longo do tempo. Um dos exemplos referidos foi a substituição do Global Sustainability pelo Best Styles, da Allianz Global Investors.

O Global Sustainability era anteriormente o fundo global de ações presente na oferta. Contudo, a sua performance deixou de corresponder às expectativas da equipa. O Best Styles veio assumir essa função dentro da oferta: um fundo 100% ações globais, com um posicionamento mais adequado àquilo que a equipa procurava para esse segmento.

Esta decisão ilustra bem a filosofia da Allianz: a substituição de fundos não é feita por causa de movimentos de curto prazo nos mercados, mas sim quando a equipa entende que um fundo deixou de cumprir o papel esperado dentro da arquitetura da oferta.

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Longo prazo em vez de reação ao ruído macroeconómico

Uma das questões centrais da conversa foi perceber se a Allianz altera os fundos em função do cenário macroeconómico. A resposta de Luís Grosso foi clara: o Allianz Investimento é pensado numa lógica de longo prazo.

A equipa não escolhe nem substitui fundos em função de cada momento de mercado, de cada subida do petróleo, de cada alteração de taxas de juro ou de cada episódio geopolítico. A lógica de investimento é de médio e longo prazo, normalmente com um horizonte entre cinco e dez anos.

Isto não significa que o contexto macroeconómico seja ignorado. Significa que a equipa evita tomar decisões precipitadas com base em movimentos conjunturais. Se houver uma recessão global, é natural que vários fundos sofram desvalorizações. O que importa avaliar, nesse caso, é a forma como cada fundo se comporta face ao seu benchmark e face a alternativas comparáveis.

Para Luís Grosso, o critério central é a consistência relativa. Num ano de mercados positivos, é importante perceber se os fundos conseguem acompanhar ou superar os seus benchmarks. Num ano de correções, é igualmente importante perceber se desvalorizam menos do que o mercado de referência.

É essa combinação — captar parte relevante das subidas e proteger relativamente melhor nas quedas — que a equipa procura identificar na seleção dos fundos.

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Performance contra benchmark: o critério essencial

A substituição de um fundo pode acontecer quando este apresenta uma performance inferior ao benchmark durante um período relevante. Luís Grosso referiu que, se um fundo começar a ter uma performance consistentemente inferior ao seu índice de referência, a equipa irá naturalmente avaliar a sua substituição.

Este ponto é importante porque distingue duas situações diferentes.

A primeira é uma queda generalizada de mercado. Nesse caso, é normal que muitos fundos desvalorizem ao mesmo tempo. A segunda é uma má performance específica de um fundo face ao seu benchmark ou face a alternativas comparáveis. É nesta segunda situação que a equipa pode considerar alterações à oferta.

A gestão da oferta não é, por isso, uma tentativa de prever permanentemente o próximo movimento dos mercados. É antes um processo de análise da qualidade dos fundos, da sua consistência e da sua adequação ao papel que devem desempenhar dentro do produto.

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O papel do floating rate note como fundo de “parking”

Outro tema abordado foi a entrada de uma solução de floating rate note, descrita como um fundo de “parking”.

Luís Grosso explicou que este tipo de solução tem um objetivo muito específico. Não é um fundo pensado para clientes que procuram maximizar rentabilidade ou assumir maior risco em busca de ganhos elevados. O seu papel é diferente: oferecer uma alternativa de muito baixo risco em momentos de maior volatilidade nos mercados.

Historicamente, quando os mercados atravessam períodos de instabilidade, alguns clientes optam por resgatar os seus investimentos e transferir o capital para depósitos a prazo em bancos comerciais. A Allianz não tinha, até então, uma alternativa interna suficientemente defensiva para esses clientes.

Com a introdução do floating rate note, a Allianz passa a ter uma opção que pode funcionar como zona de estacionamento temporário dentro da própria estrutura do produto. Isto permite ao cliente reduzir risco sem necessariamente sair do ecossistema Allianz Investimento.

Para a companhia, esta solução também ajuda a reduzir outflows em momentos de volatilidade. Para o cliente, oferece uma alternativa potencialmente mais atrativa do que alguns depósitos a prazo, mantendo uma abordagem conservadora. Ainda assim, como qualquer produto financeiro ligado a fundos, deve ser analisado de acordo com o perfil de risco, o horizonte temporal e a documentação contratual aplicável.

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Flexibilidade dentro da estrutura do produto

A lógica do Allianz Investimento passa também por permitir que o cliente ajuste a sua alocação ao longo do tempo, dentro da oferta disponível. O cliente pode, em função do seu perfil, das suas expectativas e da sua leitura do momento de mercado, alterar a distribuição entre fundos.

Esta flexibilidade é relevante, mas deve ser enquadrada com prudência. O produto foi pensado para investimento de longo prazo e não para movimentos constantes de entrada e saída. A gestão da alocação deve respeitar o perfil de risco do cliente, o horizonte temporal do investimento e os objetivos financeiros definidos.

Para clientes que procuram uma solução de médio/longo prazo, esta estrutura pode permitir uma combinação entre diversificação, acompanhamento profissional e adaptação ao perfil de risco. Mas isso não elimina a necessidade de compreender que o valor investido está exposto aos mercados e pode variar positiva ou negativamente.

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O que esta conversa mostra sobre o papel da C1 Broker

Para a C1 Broker, esta entrevista é particularmente relevante porque confirma aquilo que temos vindo a observar no contacto direto com os clientes: há uma procura crescente por soluções financeiras mais estruturadas, mas também existe uma necessidade clara de explicação, enquadramento e acompanhamento.

Muitos clientes já não querem simplesmente deixar o dinheiro parado no banco. Estão mais atentos à inflação, às taxas de juro, à evolução dos mercados e à necessidade de construir património de forma mais consciente. Ao mesmo tempo, também não querem tomar decisões precipitadas, investir em produtos que não compreendem ou assumir riscos desalinhados com a sua realidade pessoal.

É aqui que o papel do corretor especializado se torna essencial (veja aqui o video de Susana Wichels da C1 Broker a explicar os Unit Linked)

Na C1 Broker, o nosso trabalho passa por ajudar o cliente a compreender a natureza do produto, identificar o seu perfil de risco, explicar as modalidades disponíveis, enquadrar custos e condições de resgate, apresentar a documentação relevante e garantir que a decisão é tomada com a maior clareza possível.

Produtos como o Allianz Investimento podem ser interessantes para determinados clientes, mas não são adequados para todos. A análise deve ter em conta o objetivo do investimento, o prazo disponível, a experiência financeira, a tolerância à volatilidade, a capacidade de suportar perdas e a situação patrimonial global do cliente.

A crescente atenção dos clientes a este tipo de soluções é positiva. Um cliente mais informado faz melhores perguntas, exige maior transparência e obriga todo o setor a comunicar de forma mais clara. Mas informação isolada não basta. É necessário transformar essa informação em decisão adequada. E é precisamente nesse ponto que o aconselhamento profissional tem valor.

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Uma solução assente em seleção, simplicidade e consistência

A conversa com Luís Grosso deixa clara a filosofia por detrás do Allianz Investimento: uma oferta cuidadosamente selecionada; uma arquitetura que cobre diferentes perfis de risco; uma equipa local dedicada à análise e monitorização dos fundos; e uma visão de longo prazo que evita reações excessivas ao ruído dos mercados.

O Allianz Investimento não procura ser uma plataforma aberta com dezenas ou centenas de fundos. Procura antes oferecer uma seleção organizada, compreensível e tecnicamente acompanhada, apoiada por equipas especializadas e por gestoras internacionais como Allianz Global Investors, J.P. Morgan e PIMCO.

Para mediadores e clientes, esta abordagem tem uma vantagem clara: reduz a complexidade da decisão sem eliminar a diversidade necessária para construir soluções ajustadas a diferentes perfis de investidor.

Num ambiente financeiro marcado por inflação, taxas de juro, volatilidade, tensões geopolíticas e incerteza sobre o crescimento económico, a mensagem principal é simples: mais do que reagir a cada movimento de curto prazo, importa escolher fundos consistentes, acompanhar a sua performance face aos benchmarks e manter uma lógica de investimento alinhada com o horizonte temporal do cliente.

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Conclusão: investir exige produto, método e acompanhamento

Para a C1 Broker, esta conversa reforça uma ideia essencial: investir não deve ser um ato impulsivo, nem uma decisão tomada apenas com base em tendências de mercado ou promessas de rentabilidade. Deve ser um processo estruturado, acompanhado e adequado à realidade de cada cliente.

Os Unit Linked / ULIP, como o Allianz Investimento, podem ser uma solução relevante para quem procura diversificação, acesso a fundos geridos profissionalmente e uma estratégia de médio/longo prazo dentro de uma estrutura jurídica seguradora. No entanto, são produtos com risco, não garantem capital e devem ser compreendidos antes da subscrição.

É precisamente por isso que o aconselhamento é tão importante. Na C1 Broker, acompanhamos os nossos clientes em Portugal na compreensão destas soluções, na identificação do seu perfil de risco e na escolha de produtos financeiros alinhados com os seus objetivos pessoais, familiares ou empresariais.

Num momento em que os clientes estão mais informados, mais exigentes e mais atentos à forma como o seu dinheiro é aplicado, acreditamos que o papel do corretor especializado é cada vez mais relevante: traduzir a complexidade financeira em decisões claras, conscientes e bem fundamentadas.

A entrevista com Luís Grosso permite precisamente aprofundar esse enquadramento. Mais do que apresentar um produto, ajuda a compreender a lógica por detrás da seleção dos fundos, a importância da consistência face aos benchmarks, a razão pela qual a oferta deve ser simples sem ser simplista e o motivo pelo qual uma solução de investimento deste tipo deve ser pensada com horizonte temporal, disciplina e adequação ao perfil de risco.

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Nota legal e de enquadramento final

O Allianz Investimento é um produto de investimento com base em seguros, sob a forma de seguro de vida Unit Linked / ULIP, ligado a fundos de investimento. É comercializado por uma entidade seguradora supervisionada pela ASF — Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.

Este produto não é um depósito bancário, não está coberto por um fundo de garantia de depósitos e não garante capital, salvo nos casos expressamente previstos na documentação contratual aplicável. A rentabilidade depende da evolução dos fundos subjacentes e o valor do investimento pode subir ou descer.

A informação apresentada neste artigo tem caráter meramente informativo e editorial. Não constitui aconselhamento financeiro personalizado, recomendação de investimento, oferta pública, proposta contratual ou garantia de rentabilidade futura.

Antes de subscrever qualquer produto de investimento com base em seguros, o cliente deve ler atentamente toda a documentação contratual e pré-contratual aplicável, incluindo o Documento de Informação Fundamental, a Nota de Informação Prévia, as condições gerais e especiais, os custos, os riscos, as condições de resgate, a fiscalidade aplicável e a adequação do produto ao seu perfil de risco.

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